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01/09/2009 00:04
lembra o quanto tua dança me era forte... os feixes fixos dos músculos meus se fixavam no seu facho intenso e poroso, levando o sangue rápido, líquido, liquefeito como todos os movimentos meus... e eu ficava ali, sem idéia de que em nenhuma outra direção eu poderia olhar, hipnotizado, híbrido de gozo e moléstia, de fogo e réstia de um momento só teu; e ali nos fundíamos, derretidos e refeitos nos momentos que criávamos; invertidos e desfeitos no paisagismo irregular da regularidade intensa de nossos movimentos, deslocamento asno nos levando a leviandade irrevogável que nos revoca e invoca por mais, e mais, e mais... mais dor, mais aquém doer, torpor, mais a quem roer, com dentes que se serram, em lábios lubrificados pelos resíduos por nós derramados, insensatos, abundantes, bajulantes, adulantes de nós e só nós por nós, pornôs e safados, irrigados de sangue que nos deixam mais sensíveis ao toque, ao torque que impomos aos nossos corpos roídos pelas unhas, que nos cunha sem dor... e só há desejo e tesão em nossos vãos! e só há lampejo e clarão em nossa visão! visionários insensatos da insensatez de nunca impor limites... e nunca deixar que algum movimento se imite... e nossa arquitetura se acaba em ruínas, em ranhuras que nos demole juntos e nos deixa desolados, unidos apenas pelo cansaço, a falta de fôlego e o anseio pelo seio que vibra mais intenso quando se pára de vibrar... vigiados pelos poros que pedem por mais, sempre mais... ansiados pelos resíduos que se acumulam a cada arritmia causada pela rítmica eufórica da disritmia dos limites humanos atingidos. e cada poro ecoa o som do vácuo da falta de você enquanto nos refazemos pra nos desfazermos em laços desatados, devotos da loucura e da ruptura da rítmica respiratória que já pensava em nos conter quando um instante pulsante, latejante, nos joga pra dentro da centrífuga emocional que há no olhar por nós trocado... e as ranhuras estão prontas pra de novo se montar em armaduras, testando os limites do fulgor que cintila quando de novo entre suas virilhas ei-me pôr!
enviada por _Teco_Übermensch_
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